Dor Crónica

Uma doença independente

Geralmente, a dor é considerada crónica se persistir por mais de 6 meses1, apesar de poder demonstrar características de dor crónica muito antes. Em contraste com a dor aguda, a dor crónica foi desprovida da sua função protectora e de alerta e torna-se uma doença em si mesma.

A dor crónica é uma doença muito frequente. Na Europa, atinge um em cada cinco adultos (19%), e a sua prevalência está a aumentar. Um terço destes doentes europeus com dor crónica têm dor grave e quase metade têm dor constante.2

A dor crónica compromete amplamente a qualidade de vida dos doentes

A qualidade de vida do doente pode ser tremendamente afectada se a dor crónica não for tratada do forma adequada. Além de sofrer constantemente por causa da dor, o doente pode sentir consequências como perturbações do sono, redução da mobilidade ou depressão. Para estes doentes, a dor significa uma deficiência física, social e psicológica:

  • Dois terços dos doentes com dor têm menor capacidade ou são incapazes de dormir
  • Cerca de 60% dos doentes com dor crónica têm menor capacidade ou são incapazes de trabalhar fora das suas casas
  • A um em cada cinco doentes com dor crónica foi diagnosticada depressão em consequência da sua dor 
  • Até 50% dos doentes com dor crónica referiram uma capacidade reduzida para manter relacionamentos familiares e relações sexuais

Além do impacto na qualidade de vida dos doentes, a dor crónica é também um fardo financeiro substancial para a sociedade. A dor crónica é uma das formas de sofrimento de mais elevado custo nos países industrializados. Em toda a Europa, a dor crónica representa aproximadamente 500 milhões de dias de trabalho perdidos em cada ano, custando à economia europeia cerca de 34 mil milhões de euros3. Um em cada 5 doentes com dor crónica perdeu um emprego em consequência da sua dor.

1 Wall PD, Melzack R: Textbook of pain, 1999
2 Breivik H et al.: Survey of chronic pain in Europe: Prevalence, impact on daily life, and treatment. European Journal of Pain, 2006; 10:287-333
3 Wiffen P: Pain – there is a lot of it. Eur J Hosp Pharm; 2013; 20:1