II Prémio de Arte Grünenthal
Que a dor não seja mais do que uma recordação
Prémios:
Foi atribuído um primeiro prémio no valor de 10.000€ e três menções honrosas.
Obras:
Os artistas participaram com uma obra fotográfica, que poderia ser constituída por uma ou mais fotografias, produzida expressamente para este concurso, dedicada ao tema geral do alívio da dor, com liberdade técnica, e que não tivesse sido apresentada anteriormente.
Miguel Ángel Tornero, vencedor do II Prémio de Arte Grunenthal
“Pain Killers” (comité de especialistas contra a dor) é o nome da obra fotográfica vencedora do II Prémio de Arte Grünenthal, subordinado ao tema “Que a dor não seja mais do que uma recordação”. Trata-se de uma alegoria sobre a universalidade da dor e as suas diferentes formas de abordagem, quase todas elas relacionadas com a investigação, o conhecimento e a escuta. Miguel Ángel Tornero arrecadou assim o prémio que a Grünenthal Pharma, companhia farmacêutica, referencia mundial no tratamento da dor, entregou no dia 10 de Novembro 2011, durante uma cerimónia que decorreu no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid.
Durante a cerimónia de entrega do prémio, Guillermo Castillo, Director Geral Península Ibérica, destacou a importância do trabalho dos artistas. “Creio firmemente que todos e cada um dos trabalhos que hoje aqui vemos, contribuem para atingirmos o nosso objectivo: que se fale cada vez mais e com maior conhecimento sobre a dor. Neste sentido, gostaria de destacar e elogiar o papel de todos os artistas que com a sua participação neste concurso e com a sua presença hoje aqui, apoiam este propósito”, afirmou.
Apresentaram-se a concurso 147 obras, das quais 33 eram portuguesas, “o que é a prova do reconhecimento deste jovem prémio temático de arte. Além disso, as obras apresentadas pelos candidatos portugueses possuem um forte carácter internacional”, refere Norberto Villarrasa, Country Manager Portugal.
Entre os autores das 20 melhores fotografias a concurso encontram-se os artistas portugueses José Mendes de Almeida, Ana Rito, Pedro Castro e José Ferreira.
O júri do concurso foi composto pelo presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, o médico Duarte Correia, pelo presidente da Sociedade Espanhola da Dor, o médico Manuel Alberto Camba, pelo Conservador-chefe do Museu Thyssen-Bornemisza, Guillermo Solana, pelo crítico de arte Óscar Alonso Melina, pela Directora da Feira de Arte Contemporânea Lisboa, Ivânia de Mendonça Gallo, e pelos fotógrafos Pierre Gonnord e Alberto Schommer.
Foram ainda atribuídas 3 Menções Honrosas às fotografias de Juan Zamora, “Um comprimido na mão”, Juan de Sande, fotografia sem titulo e Laura Cuch, “Dores”, da sua série Trans.